Big Mac e o Poder das Vozes: Ícones Brasileiros Reinventam um Clássico


O Big Mac é mais do que um sanduíche. Com suas aparições em filmes como Pulp Fiction e até mesmo como referência econômica no “Índice Big Mac” da The Economist, ele se consolidou como um ícone da cultura pop global. Agora, em uma jogada audaciosa, o McDonald’s tira o lanche dos holofotes para focar em algo ainda maior: sua presença cultural e o impacto emocional de uma melodia que atravessa décadas.
A campanha, criada pela GALERIA.ag, celebra os 50 anos do jingle mais famoso do McDonald’s, transformando-o em uma experiência sonora que dispensa imagens do produto. É uma abordagem ousada: ao desafiar a norma do appetite appeal, a marca mostra que ícones de verdade não precisam ser vistos para serem lembrados.
“Todo mundo reconhece um ícone”, diz o conceito que guia essa reinterpretação.
Liniker, Ana Maria Braga, João Gomes e Xamã emprestam suas interpretações únicas ao jingle, transformando-o em um mosaico sonoro que reflete a pluralidade brasileira.
“Foi uma decisão estratégica e cultural”, explica Rodrigo Marangoni, Diretor de Criação Executivo e sócio da GALERIA.ag.
“Conseguimos unir 3 vozes indicadas ao Grammy, o que pra gente é muito importante do ponto de vista de como nosso país está se projetando internacionalmente.”
Diferentes perspectivas
“Cada artista foi escolhido por trazer uma perspectiva única e autêntica. Liniker, por exemplo, representa força e representatividade, trazendo uma dimensão emocional que dialoga com temas contemporâneos. Ana Maria Braga, como um ícone da cultura brasileira, conecta gerações e desperta nostalgia, enquanto João Gomes traduz a energia da música regional que já deixou de ser regional há muito tempo e se tornou um fenômeno no país. Já Xamã representa inovação e a voz da juventude, trazendo um toque de modernidade e ousadia flertando com o funk e o rap”, completa Marangoni.

McDonald’s, Big Mac e a nova publicidade
É interessante notar como essa abordagem casa com as transformações da publicidade contemporânea. Em tempos onde a representatividade e a diversidade ocupam o centro do palco, o McDonald’s aposta em artistas que vão além do óbvio, atravessando gêneros e gerações.
Como Marangoni destaca, a ideia era “desafiar o consumidor a ouvir e imaginar o lanche sem necessariamente precisar vê-lo”.
Enquanto isso, o lançamento de dois novos produtos – o Big Mac Duplo e o Big Mac Bacon – se posiciona como uma extensão natural dessa narrativa. Ao não se apoiar exclusivamente no visual do lanche, a campanha dá espaço para que o jingle e as vozes dos artistas carreguem o peso emocional, resgatando a nostalgia e ao mesmo tempo projetando o clássico para o futuro.
E quem não lembra do comercial clássico de 1983? Com a simplicidade de uma batida e uma letra que se tornou instantaneamente memorável, o jingle atravessou gerações como uma das músicas mais reconhecíveis da publicidade brasileira. Hoje, 50 anos depois, ele ganha uma roupagem moderna, mostrando que certas melodias nunca saem de moda.
Clássico é Clássico!
Então, é como o McDonald’s nos lembra: ícones de verdade não precisam ser vistos para serem lembrados. Quer relembrar? Assista ao clássico de 1983 e veja como tudo começou.
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